
“Depois de repousar no sétimo dia, Deus o santificou,
ou o pôs à parte, como dia de repouso para o homem. Seguindo
o exemplo do Criador, o homem deveria repousar neste santo dia, a
fim de que, ao olhar para o céu e para a Terra, pudesse refletir
na grande obra da criação de Deus.” – Patriarcas
e Profetas, pág. 47. |
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O princípio
da felicidade
“No princípio, criou Deus os céus
e a Terra” (Gênesis 1:1).
por Ellen G. White
Quando a Terra saiu das mãos de seu Criador,
era muito bela. Sua superfície era variada, contendo montanhas,
colinas e planícies, entrecortadas por majestosos rios e formosos
lagos; as colinas e montanhas, entretanto, não eram abruptas e
escabrosas, tendo em grande quantidade tremendos despenhadeiros e medonhos
abismos como hoje elas são; as arestas agudas e ásperas
do rochoso arcabouço da terra estavam sepultadas por sob o solo
fértil, que por toda parte produzia um pujante crescimento de vegetação.
Não havia asquerosos pântanos nem áridos desertos.
Graciosos arbustos e delicadas flores saudavam a vista aonde quer que
esta se volvesse. As elevações estavam coroadas de árvores
mais majestosas do que qualquer que hoje exista. O ar, livre de qualquer
poluição, era puro e saudável. Toda a paisagem excedia
em beleza os terrenos ornamentados do mais refinado palácio. Os
anjos olhavam este cenário com deleite, e alegravam-se com as maravilhosas
obras de Deus.
Deus criou o homem à Sua própria imagem. Não há
aqui mistério. Não há lugar para a suposição
de que o homem evoluiu, por meio de demoradas fases de desenvolvimento,
das formas inferiores da vida animal ou vegetal. Tal ensino rebaixa a
grande obra do Criador ao nível das concepções estreitas
e terrenas do homem. Os homens são tão persistentes em excluir
a Deus da soberania do Universo, que rebaixam o ser humano, despojando-o
da dignidade de sua origem. Aquele que estabeleceu os mundos estelares
nos altos céus, e com delicada perícia coloriu as flores
do campo, Aquele que encheu a Terra e os céus com as maravilhas
de Seu poder, vindo a coroar Sua obra gloriosa a fim de pôr em seu
meio alguém para ser o governador da linda Terra, não deixou
de criar um ser digno das mãos que lhe deram vida.
A genealogia de nossa raça, conforme é dada pela inspiração,
remonta sua origem não a uma linhagem de micróbios, moluscos
e quadrúpedes a se desenvolverem, mas ao grande Criador. Embora
tenha sido formado do pó, Adão era filho “de Deus”
(Lucas 3:38).
O homem deveria ter a imagem de Deus, tanto na aparência exterior
como no caráter. Cristo somente é a “expressa imagem”
do Pai (Hebreus 1:3); mas o homem foi formado à semelhança
de Deus. Sua natureza estava em harmonia com a vontade de Deus. A mente
era capaz de compreender as coisas divinas. As afeições
eram puras; os apetites e paixões estavam sob o controle da razão.
Ele era santo e feliz, tendo a imagem de Deus, e estando em perfeita obediência
à Sua vontade.
Ao sair das mãos do Criador, o homem era de elevada estatura e
perfeita simetria. O rosto trazia a rubra coloração da saúde,
e resplendia com a luz da vida e com alegria.1
O próprio Deus deu a Adão uma companheira. Proveu-lhe uma
“adjutora” – auxiliadora – a qual estava em condições
de ser sua companheira, e que poderia identificar-se completamente com
ele, em amor e simpatia. Eva foi criada de uma costela tirada do lado
de Adão, significando que não deveria dominá-lo,
como a cabeça, nem ser pisada por ele como se fosse inferior, mas
estar a seu lado como igual, e ser amada e protegida por ele.2
O grande Jeová lançou os fundamentos da Terra; ornamentou
o mundo inteiro com rara beleza, e encheu-o de coisas úteis ao
homem; criou todas as maravilhas da Terra e do mar. Em seis dias a grande
obra da Criação estava acabada. E Deus “descansou
no sétimo dia de toda Sua obra, que tinha feito. E abençoou
Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda
a Sua obra, que Deus criara e fizera” (Gênesis 2:2 e 3). Deus
olhou com satisfação para a obra de Suas mãos. Tudo
era perfeito, digno de seu Autor divino; e Ele descansou, não como
alguém que estivesse cansado, mas satisfeito com os frutos de Sua
sabedoria e bondade, e com as manifestações de Sua glória.
Depois de repousar no sétimo dia, Deus o santificou, ou o pôs
à parte, como dia de repouso para o homem. Seguindo o exemplo do
Criador, o homem deveria repousar neste santo dia, a fim de que, ao olhar
para o céu e para a Terra, pudesse refletir na grande obra da criação
de Deus; e para que, ao contemplar as provas da sabedoria e bondade de
Deus, seu coração pudesse encher-se de amor e reverência
para com o Criador.
Memorial – No Éden, Deus estabeleceu
o memorial de Sua obra da criação, colocando a Sua bênção
sobre o sétimo dia. O sábado foi confiado a Adão,
pai e representante de toda a família humana. Sua observância
deveria ser um ato de grato reconhecimento, por parte de todos os que
morassem sobre a Terra, de que Deus era seu Criador e legítimo
Soberano; de que eles eram a obra de Suas mãos, e súditos
de Sua autoridade. Assim, a instituição era inteiramente
comemorativa, e foi dada a toda a humanidade. Nada havia nela prefigurativo,
ou de aplicação restrita a qualquer povo.
Deus viu a necessidade de o homem ter um dia de repouso, mesmo no Paraíso.
Ele precisava pôr de lado seus próprios interesses e ocupações
durante um dia dos sete, para que pudesse de maneira mais ampla contemplar
as obras de Deus, e meditar em Seu poder e bondade.
Necessitava de um sábado para, de maneira mais vívida, o
fazer lembrar de Deus, e para despertar-lhe gratidão, visto que
tudo quanto desfrutava e possuía viera das bondosas mãos
do Criador.
Era o propósito de Deus que o sábado encaminhasse a mente
dos homens à contemplação de Suas obras criadas.
A natureza fala aos sentidos, declarando que há um Deus vivo, Criador
e supremo Governador de tudo. “Os céus manifestam a glória
de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos. Um dia faz
declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra
noite” (Salmo 19:1 e 2). A beleza que reveste a Terra é um
sinal do amor de Deus. Podemos vê-Lo nas colinas eternas, nas árvores
altaneiras, no botão que se entreabre, e nas delicadas flores.
Tudo nos fala de Deus. O sábado, apontando sempre para Aquele que
tudo fez, ordena aos homens abrirem o grande livro da natureza, e rastrear
ali a sabedoria, o poder e o amor do Criador.3
Referências:
1. Patriarcas e Profetas, págs. 44 e 45.
2. Ibidem, pág. 46.
3. Ibidem, págs. 47 e 48.
Ellen G. White, autora mundialmente
conhecida, escreveu dezenas de obras sobre religião, saúde
e educação.
O
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O princípio da felicidade
O ciclo semanal
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Da alegria para a felicidade
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O sábado através dos séculos
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